O sol tá de lascar,
A saudade tá de doer,
E não está aqui,
E eu que não tou lá.
terça-feira, janeiro 16, 2007
segunda-feira, janeiro 15, 2007
I think I'm gonna' be sad,
Essas coincidências,
Essas ironias da vida
Sem preparo vão acontecendo enquanto você pensa no que vai fazer,
E já está sendo feito.
Já é um fato.
Essas ironias da vida
Sem preparo vão acontecendo enquanto você pensa no que vai fazer,
E já está sendo feito.
Já é um fato.
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Sem novidades
Não tenho novidades
Só saudades.
E esse dia que começa,
Mais uma vez.
Pra depois começar de novo,
Sem novidade, só saudade.
E pra onde vai tudo isso?
Pra onde vou com você?
Só saudades.
E esse dia que começa,
Mais uma vez.
Pra depois começar de novo,
Sem novidade, só saudade.
E pra onde vai tudo isso?
Pra onde vou com você?
sexta-feira, novembro 17, 2006
quarta-feira, novembro 08, 2006
Chegou uma ordem em que a vida é um tempo...
E esse tempo que tenta escapar
Pelas frestas dos dedos
Pelas entrelinhas
Pelas palavras omitidas
Alegria de mentira.
Que venha o verào...
E esse verso de pedra
Que escrevo agora
Só descrevo a aurora
O fim destas horas.
Aurora desses dias que não passam mais.
Pelas frestas dos dedos
Pelas entrelinhas
Pelas palavras omitidas
Alegria de mentira.
Que venha o verào...
E esse verso de pedra
Que escrevo agora
Só descrevo a aurora
O fim destas horas.
Aurora desses dias que não passam mais.
quarta-feira, novembro 01, 2006
quarta-feira, outubro 18, 2006
Nunca
Te vi chorar desconsoladamente,
Demoradamente, uma noite sem parar,
No dia em que eu parti
Voltei pra minha terra
De onde não voltei mais.
Chorava como se fosse aquela a última vez,
Que me via sobre este mundo,
Que me tocava pra nunca mais,
Chorava
E nunca, nunca mais.
Demoradamente, uma noite sem parar,
No dia em que eu parti
Voltei pra minha terra
De onde não voltei mais.
Chorava como se fosse aquela a última vez,
Que me via sobre este mundo,
Que me tocava pra nunca mais,
Chorava
E nunca, nunca mais.
domingo, outubro 15, 2006
Hoje é ontem, é amanhã.
Há alguma coisa mudando?
Está mudando pra melhor?
E esse sabor amargo na boca...
Esse desapontamento?
E isso que te desagrada?
Esse gosto amargo na boca.
Esse céu cinza amanhecendo,
Manhã, que vai ser a mesma amanhã,
E esse hoje que agora é ontem,
Hoje que está nascendo, e que está passando,
Hoje é ontem, hoje é amanhã.
Hoje foi, hoje vai ser.
Que seja. Dá no mesmo.
Está mudando pra melhor?
E esse sabor amargo na boca...
Esse desapontamento?
E isso que te desagrada?
Esse gosto amargo na boca.
Esse céu cinza amanhecendo,
Manhã, que vai ser a mesma amanhã,
E esse hoje que agora é ontem,
Hoje que está nascendo, e que está passando,
Hoje é ontem, hoje é amanhã.
Hoje foi, hoje vai ser.
Que seja. Dá no mesmo.
quinta-feira, outubro 12, 2006
Voa
Então voa,
Pegue o céu todo pra você,
Vá pra longe, pra outro continente,
Sem contingente.
Porque eu vim aqui sem nada,
Volto sem nada,
Não vim pra levar nada,
E o passarinho voa,
E vai tomar os céus
Que pertencem a ele e a ninguém.
Então voa,
Toque o fim do céu,
E depois desapareça,
Como deveria ser se fosse simples asssim.
Pegue o céu todo pra você,
Vá pra longe, pra outro continente,
Sem contingente.
Porque eu vim aqui sem nada,
Volto sem nada,
Não vim pra levar nada,
E o passarinho voa,
E vai tomar os céus
Que pertencem a ele e a ninguém.
Então voa,
Toque o fim do céu,
E depois desapareça,
Como deveria ser se fosse simples asssim.
segunda-feira, setembro 18, 2006
quinta-feira, setembro 14, 2006
Your move, shadow.
Que vontade irresistível,
Incrível,
De me atirar da sacada do meu quarto.
Aquela vontade que não passa tão fácil.
Antes fosse fácil falar tchau pra você,
Assim como é fácil terminar qualquer coisa.
Antes fosse fácil desistir de desistir,
Mas não quando se desiste nunca.
Desisto.
Ainda bem.
Desistindo não me atiro.
Melhor assim.
Leve adiante pra mim,
Tudo aquilo assim.
Basta.
Bastam palavras.
Twice.
Once.
Lots of times,
Your move!
Shadow.
Incrível,
De me atirar da sacada do meu quarto.
Aquela vontade que não passa tão fácil.
Antes fosse fácil falar tchau pra você,
Assim como é fácil terminar qualquer coisa.
Antes fosse fácil desistir de desistir,
Mas não quando se desiste nunca.
Desisto.
Ainda bem.
Desistindo não me atiro.
Melhor assim.
Leve adiante pra mim,
Tudo aquilo assim.
Basta.
Bastam palavras.
Twice.
Once.
Lots of times,
Your move!
Shadow.
terça-feira, agosto 29, 2006
Aflição egocêntrica
Ah que me enoja meu lirismo mal destilado,
Palavras mal colocadas,
Sentenças mal acabadas...
Esse cheiro de lavanda misturado com desodorante,
Esse gosto de laxante com chocolate,
Minhas unhas curtas arranhando a pedra.
Palavras mal colocadas,
Sentenças mal acabadas...
Esse cheiro de lavanda misturado com desodorante,
Esse gosto de laxante com chocolate,
Minhas unhas curtas arranhando a pedra.
quinta-feira, agosto 10, 2006
Passaporte infinito
Não se sabe o que sinto,
Tão sucinto o exagero,
Tão enfermo este termo,
Ermo.
Antes fuíste lo que sientes,
Siempre intente lo que ..
Ya no sé el español.
No lo creo, ni lo penso.
Adelante del río siempre llevan los hombres,
Cuando sale el
Tão sucinto o exagero,
Tão enfermo este termo,
Ermo.
Antes fuíste lo que sientes,
Siempre intente lo que ..
Ya no sé el español.
No lo creo, ni lo penso.
Adelante del río siempre llevan los hombres,
Cuando sale el
quarta-feira, julho 05, 2006
Sintaxe dissonante.
Estive cansado destes pesadelos,
Essas canções tristes,
Que não param de tocar,
E que tocam,
E sua voz distante, que já não ouço,
Que já não sei,
Que já nem lembro,
Porque já se foi há tempos
E tempos inteiros cobriram o passado,
Montanha de momentos tornando-se esquecimentos,
Debaixo destes cimentos.
Estive cansado de não saber,
Esse tempo todo,
Essa vida toda,
E cansado de saudade,
E cansado de sentir falta de tudo, de nada.
Essas canções tristes,
Que não param de tocar,
E que tocam,
E sua voz distante, que já não ouço,
Que já não sei,
Que já nem lembro,
Porque já se foi há tempos
E tempos inteiros cobriram o passado,
Montanha de momentos tornando-se esquecimentos,
Debaixo destes cimentos.
Estive cansado de não saber,
Esse tempo todo,
Essa vida toda,
E cansado de saudade,
E cansado de sentir falta de tudo, de nada.
domingo, junho 04, 2006
Para doer
É preciso mais que amor.
Vontade de sentir o sabor,
De te doer,
Como me doeu,
Quando me feriste,
Tanta dor que existe.
Mas você insiste em não sentir dor.
Vontade de sentir o sabor,
De te doer,
Como me doeu,
Quando me feriste,
Tanta dor que existe.
Mas você insiste em não sentir dor.
quarta-feira, maio 31, 2006
Silêncio
Tu me pedes uma certeza,
Sou feito de dúvidas.
Minha alma pende em esperança
De um dia saber alguma coisa,
Agora a alma apenas dança
Num ritmo inconstante, a dissonância.
Tu me pedes uma resposta,
Só tenho perguntas.
Sou feito de dúvidas.
Minha alma pende em esperança
De um dia saber alguma coisa,
Agora a alma apenas dança
Num ritmo inconstante, a dissonância.
Tu me pedes uma resposta,
Só tenho perguntas.
segunda-feira, maio 29, 2006
Longe de casa
Fossem mil, dez mil, um milhão de quilometros longe.
Fosse a lua minha moradia,
Pra nunca mais ter que encontrar a mim mesmo,
Pra nunca mais acordar e olhar prum espelho e ver eu mesmo,
Fossem 15 milhões, 1 bilhão, 1 trilhão de quilometros,
Bem longe.
Longe de tudo, longe de mim mesmo. Sozinho, em silêncio.
Fosse a lua minha moradia,
Pra nunca mais ter que encontrar a mim mesmo,
Pra nunca mais acordar e olhar prum espelho e ver eu mesmo,
Fossem 15 milhões, 1 bilhão, 1 trilhão de quilometros,
Bem longe.
Longe de tudo, longe de mim mesmo. Sozinho, em silêncio.
sábado, maio 06, 2006
Manual
Esqueceram-se
Ninguém foi capaz de lembrar.
Esse tal, que fez, que quis, que inventou tudo isso.
Esse que não existe.
E aí, no meio do caminho, quando já não dá pra voltar atrás,
Dou falta do manual.
Onde está o manual?
Onde o guardei?
Aí me lembro que nem lembro de ter ele em minhas mãos,
Nunca.
Não me lembro desse manual em minhas mãos.
Será que há?
Seguramente não.
Sem instrução de uso.
Sem mapa de bordo.
Sem opção de fuga.
Sem manual de instruções.
Ninguém foi capaz de lembrar.
Esse tal, que fez, que quis, que inventou tudo isso.
Esse que não existe.
E aí, no meio do caminho, quando já não dá pra voltar atrás,
Dou falta do manual.
Onde está o manual?
Onde o guardei?
Aí me lembro que nem lembro de ter ele em minhas mãos,
Nunca.
Não me lembro desse manual em minhas mãos.
Será que há?
Seguramente não.
Sem instrução de uso.
Sem mapa de bordo.
Sem opção de fuga.
Sem manual de instruções.
domingo, abril 30, 2006
Desperto
Tive um sonho muito estranho essa noite...
Daqueles que a gente acorda chorando.
Daqueles sonhos em que tudo era diferente. Que tudo era o que foi um dia, e que já não é mais e nem vai ser de novo.
Daqueles que a gente acorda chorando, mas não porque o sonho era triste.
Daqueles que a gente acorda chorando porque percebeu que era um sonho.
Daqueles sonhos de saudade. Como quando morreu alguém.
Foi um sonho lindo.
Mas era só um sonho.
Ela estava comigo num refeitório. Ao meu lado.
Conversávamos. Eramos amigos.
Ela era minha amiga.
E conversávamos.
Estávamos num lugar onde o tempo comeu. Um lugar que não é, nem foi, nem será.
Era um sonho. Apenas um sonho.
Desses que a gente sabe que é só um sonho,
Que a gente acorda triste,
Mas não porque era um sonho triste,
Mas porque era só um sonho.
Que não volta mais.
E aí é quando a saudade dói.
Daqueles que a gente acorda chorando.
Daqueles sonhos em que tudo era diferente. Que tudo era o que foi um dia, e que já não é mais e nem vai ser de novo.
Daqueles que a gente acorda chorando, mas não porque o sonho era triste.
Daqueles que a gente acorda chorando porque percebeu que era um sonho.
Daqueles sonhos de saudade. Como quando morreu alguém.
Foi um sonho lindo.
Mas era só um sonho.
Ela estava comigo num refeitório. Ao meu lado.
Conversávamos. Eramos amigos.
Ela era minha amiga.
E conversávamos.
Estávamos num lugar onde o tempo comeu. Um lugar que não é, nem foi, nem será.
Era um sonho. Apenas um sonho.
Desses que a gente sabe que é só um sonho,
Que a gente acorda triste,
Mas não porque era um sonho triste,
Mas porque era só um sonho.
Que não volta mais.
E aí é quando a saudade dói.
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