terça-feira, janeiro 25, 2011

Sol, calor e chuva

Dia de sol calor e chuva.
Uma hora de corrida, meia hora de chuva.
Lavando a alma e lavando a rua.

Leve de novo

Leve.

Depois do vendaval vem calmaria.

Calmaria.

Uma nau aguardando o vento para poder chegar em seu destino.

Como Tristão esperando Isolda.

Na tempestade e na calmaria.

segunda-feira, janeiro 24, 2011

O estado das coisas

A confusão pode ser um estado de espírito permanente.

Perdido como está sempre estará.
Mesmo achando provisoriedade em tudo isso.

O provisório.

O tempo provisório.
O futuro provisório.
Mas antes de mais nada o presente provisório.

É o único que consegue ser.

O futuro pode ser pura rejeição.
O passado é inalterável.

Então o futuro nunca será provisório, mas definitivo.

A confusão é uma característica de mudança.

Contrabando

Há que se confundir tudo antes de perceber pelo lado de fora o que acontece com você mesmo.
Misturar todas as imagens e junto as sensações a elas presas.

Embaralha tudo na sua cabeça e olha de novo.
Olha de longe.
Vai ver que tem coisas que te desagradam.
Nem vai perceber futilidades e superfícies sobre isso tudo, mas precisamente essas pequenas coisas, essas futilidades, são as coisas que vão determinar o seu olhar sobre o todo.

Vai ver a beleza ou a feiúra de algum traço.
A gente se preocupa demais com isso.
Um olhar, um peito, um formato, uma boca.
É um peso morto de uma anatomia em decadência.
À beleza nos acostumamos, não se torna mais bonita se não houver nada por dentro fermentando.

Se parar e perceber de fato o que está passando
Verás que já passou há tempos,
E que só está prolongando uma despedida que já se deu.

Estás a tentar tampar um buraco com uma camada de rancor,
Tenta cobrir a beleza com seu ódio, criando uma camada desgostosa e horrenda do que um dia foi belo.
Isso pode funcionar para cobrir seu sentimento.

Mas seu amor foi para sempre contrabandeado. Levaram ele sem pagar o imposto devido. E para sempre restará um débito de contas mal calculadas.

domingo, janeiro 23, 2011

Ilha

Uma chuva intensa despenca do lado de fora. Estou ilhado em casa. Não dá pra sair nem pra chegar, a rua virou uma cachoeira. Assim como eu.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Ever

A High.

It's just the beer.

Or isn't?

I need to get up very early tomorrow.

Guerra Junqueiro

Um processo de extração mental,
Tirando um pensamento como se arranca um dente
Algo que está lá e não devia,
Um pensamento repetitivo,
Um pensamento recorrente e que não sai de lá de jeito nenhum,
Mas já está na hora de sair.

É bom deixar esvaziar.

O vazio é uma sensação ruim a qual tenho que me acostumar,
Pelo menos por um tempo.

Não quero preencher essas lacunas com nada,
Quero que elas se preencham com nada.

Ficarão cheias de nada.
O oco sem beiras.

Hoje fui comprar um livro de poesia para dar de presente,
Passei por milhares de títulos e autores,
Acabei comprando um e me arrependi,
Escolhi o livro errado.

Passei por Manuel Bandeira,
Muito derrotado,
Melancolia sem solução,
Embora seja um dos maiores poetas deste país,
É a poesia do que poderia ter sido e não foi,
Como sua vida,
Eternamente tísico, esperando a morte e vendo todos morrerem antes dele que estava condenado desde a adolescência.

Passei por Juan Gelman,
Argentino, poeta da safra de 1960, dos grandes,
Mas não dava pra dar um livro com aquele nome:
"Amor Quando Serena, Termina?"
Assustador.

Depois fui pra Guerra Junqueiro,
Grande poeta português,
Versos afiadíssimos,
Poética rítmica e ácida,
Seria incrível,
Mas entre todos os exemplares esgotados e sem novas edições
Havia um único,
Que não estava lá...
"acho que há algum erro no sistema... me dá o seu email e telefone, assim que souber te ligo pra informar..."

Passei por Fernando Pessoa,
Ninguém reclamaria em ganhar um Fernando Pessoa,
Porém não havia nenhum exemplar descente para presente,
A melhor capa tinha o pior conteúdo,
O melhor conteúdo estava desorganizado por um curador pretensioso, que pretendeu esconder os heterônimos e misturar os poemas para aproximar o leitor do autor.
Não, não dava pra dar esse livro.

E Pablo Neruda,
Apesar de todo o exagero sentimental, melodramático e descabido,
Ainda poderia ser uma opção,
O livro "Ainda (Aún)",
Mas não era bilíngue,
E um livro de poesia em espanhol que não é bilíngue não merece ser dado a ninguém,
Espanhol é um idioma tão próximo, tão parecido
Que o mínimo que se espera de um livro desses é que seja bilíngue,
Como era um outro livro dele que estava alí do lado,
Numa edição muito parecida,
"Veinte poemas de amor y una canción desesperada",
Esse sim bilíngue,
Mas esse já é muito cliché,
E muito cheio de mensagens entrelinhas.

Hilda Hist, poeta paulista,
Parecia bom,
Mas conheço pouco,
Como poderia dar pra alguém um livro que conheço tão pouco?

E dentre aqueles tantos títulos foi só frustração
Passei até por Maiakovski, poesia japonesa (Jisei - poesia da morte), Manyoushuu...
Como confiar em uma tradução do Russo, Japonês ou até Inglês?
Me surpreende eles não terem nunca Guerra Junqueiro...

Poesia é intraduzível.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Bandeira

Ah Manoel Bandeira,
Como eu não gosto,
De ver sua poesia ecoar em mim,
Eu naquela cama vazia,
A esperar o fim.

E apesar de tudo eu sei,
Poderia ser pior.
Sempre pode ser pior.

Como eu não gosto desse lirismo derrotista,
Dessa poesia derrotada,
De tudo o que poderia ser e que não é,
De novo.

Mas eu adoro Manuel Bandeira.

sábado, janeiro 15, 2011

Buenos dias señores

Mais uma semana passou.
Implacável.
Estamos entrando na terceira semana de 2011, o tempo não para de passar.
Ainda bem.

Só o tempo pode curar as nossas feridas.

Cada dia a mais é um dia a menos.
Mas a vida é longa, ainda bem.

Cada dia a mais é um dia sem, ou um dia com, que ainda está por vir.
E a gente espera,
E espera,
E espera.

O que eu quero eu quase nem sei,
Mas eu sei.

Na verdade eu sei muito bem,
Sempre soube.

E está tudo lá,
Nos esperando.

Eu espero e espero e espero.
Pelo menos ainda tenho esperança.

A última que morre.
Morrerei antes dela.
Mas ainda tenho muitos anos pela frente.

Morrer de amor ninguém morre,
Só morre quem é besta.

terça-feira, janeiro 11, 2011

Limbo

Quatro dimensões, três de espaço e uma de tempo. E me perco em todas elas.
Vago pelo oceano das horas como um pequeno veleiro jogado de um lado para o outro, vendo as horas passando rapidamente.

Estou no limbo, naquele limbo onde ainda há volta, ainda dá pra puxar o freio de mão, jogar a âncora, voltar atrás e tirar da cabeça.

Mas não quero voltar atrás. Quero deixar como está, e que fique assim por enquanto.

Limbo é calmaria, precede a tempestade.

sábado, janeiro 08, 2011

καιρός

Como um frágil graveto que pode se quebrar,
Como o castelo de areia que é levado pelas ondas da maré alta.
A areia escorrendo na ampulheta.

As nuvens que estão sempre lá, mas nunca são as mesmas.
As aves migratórias, que estão em todo lugar, mas em lugar nenhum.
As pegadas na areia que se desmancham com o vento.

A chuva de verão que cai tão rápida e tão intensa,
E em poucos minutos inunda toda a cidade,
Como este desejo.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Over and over

Vontade de sair por aí pela noite, mas amanhã eu quero acordar cedo. Fazer o que tem que ser feito.

Olho pela janela mas não tem nada pra ver lá fora. Devia continuar minha leitura que estava boa. Ou sair para cuidar dos meus compromissos, fazer supermercado.

Pelo menos a casa está limpa. Lençóis trocados, chão varrido, tapete limpo. Cozinha limpa e banheiro limpo.

O céu também deve estar limpo, choveu tanto. Mas daqui onde estou não dá pra ver nem um cantinho de céu. Poderia subir na cobertura pra dar uma olhada. Mas não estou com paciência para subir sozinho. Melhor ficar aqui com meu violão.

Devia colocar no papel tudo o que tenho que fazer e começar a riscar quando terminar.
Devia fazer tantas coisas. Mas só faço uma: pensar... pensar e pensar.

Às vezes dá vontade de desligar a cabeça, ficar à deriva num mar de pensamentos alheios. Queria saber o que se passa na cabeça de outras pessoas, mas tenho certeza que me arrependeria depois.

E todas essas entrelinhas, que estão perdidas no papel. Que dizem muito mais que quero dizer. Que falam mais que a minha boca. As entrelinhas estão na cabeça de quem lê.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

De volta

A virada de ano foi um descarrego, revirado até o fundo. Começou com uma viagem pra praia, com mar, corrida, sol, música. Comecei a tocar flauta transversal, toquei muito violão, corri na areia, nadei no mar a noite, no meio do escuro e no meio do mar, sob a luz das estrelas. Bebi na beira da praia até quase cair.

Depois meu corpo se transformou numa descarga de energia, comida e tudo o mais que eu ingerisse. Durante 4 dias seguidos não consegui comer nem reter líquidos. Perdi 2 kilos. Fiquei de cama, pensei muito. Pensei em milhares de coisas que aconteceram no ano passado. Pensei em milhares de coisas que estão por vir neste ano. Pensei em tudo o que ainda tenho que fazer nesse começo de ano. Pensei muito.

Parece que sou outra pessoa. Meu corpo se livrou de muita coisa. Minha mente também. Mas ainda tem coisas que quero muito tirar da minha cabeça e do meu coração. Esquecer o que precisa ser esquecido. Deixar o passado no passado e olhar para frente, deixar acontecer o que já está acontecendo sem o menor controle.

Deu pra entender que tenho que tomar muitas decisões. Que preciso tomar muito cuidado também. Cuidado com quem está comigo. E cuidado comigo mesmo.

Este ano as coisas devem acontecer de forma menos atropelada que no ano passado. Não é uma resolução de ano novo, mas até o finalzinho do ano passado eu me despedi de algumas coisas que quero que fiquem por lá.

Quero ver semear as sementes que foram plantadas no ano passado. Os filmes. Os projetos e as idéias. Quero ver florecer.

Hoje é meu último dia de férias. Foram curtas, intensas e importantes essas férias. Eu estava precisando muito. Ainda preciso mais um pouco, mas há muito trabalho a ser feito, então não tenho escolha.

Preciso reestruturar a minha vida. Comecei arrumando minha casa, arrumando meu corpo. Arrumando meus horários. Arrumando meus costumes.

Agora vamos ver o que vai acontecer. E o que eu vou fazer acontecer, pois não sou um espectador passivo da minha vida.

sexta-feira, dezembro 24, 2010

Quem é você?

É, você mesmo?
Que está aí, desse outro lado da janela, lendo tudo e calando. Olhando todos os desdobramentos de tudo o que eu estou confessando aqui neste papel digital. Lendo impassivelmente sem dizer nada, todos os dias. E eu que escrevo pouco, uma vez por mês. Mas de vez em quando me dá esse estalo. E escrevo sem parar. Mas dificilmente publico no blog.

Tem vezes que escrevo todo um post e apago no final. Porque já não tenho certeza se deveria escrever aquilo ou não. Mas não importa. Aqui está. Pra quem quiser ler.

Proporção

É tudo o que queremos. Mas é tão distante da realidade, sempre tudo tão desproporcional. O amor que você sente é desproporcional ao amor que te é retribuído. A dor que sente não é proporcional ao prazer. E o calor não é proporcional ao frio.

Algumas coisas dão medo. Mas depois de algumas cervejas você nem quer mais saber. Nada mais importa, você pode falar qualquer coisa, sem medo de assustar ou afastar.

Como diz a letra da música que ouço agora: "Are you gonna sink or swim"...

Swim.

To tendo uma crise de melancolia e saudade. Tem momentos na nossa vida que a gente olha pra trás e vê o tamanho de tudo o que aconteceu, de tudo o que passamos, todas as histórias, todos os amores, as dores e os lugares que conhecemos. E são muitas coisas, tantas que não cabem na minha memória. Mas cabem no coração.

domingo, dezembro 12, 2010

Domingo

Um dia de ressaca, depois de ontem, onde várias coisas aconteceram. Um sábado de verdades esfregadas na cara. E hoje um domingo de imensas possibilidades. Mas o que eu quero é só um cinema e um pouco de diversão. Um bom almoço e não quero filmar nada. Mas talvez eu tenha que filmar uma coisa. Talvez não, eu tenho um negócio pra filmar, mas não sei se farei hoje ou se farei amanhã.

Tenho tudo nas minhas mãos. Todo o equipamento que sempre precisei. Toda a infra estrutura para fazer o que eu sempre quis. E estou fazendo algumas coisas que sempre quis. Mas ainda não tenho todas as respostas. Não sei exatamente para quem eu devo ligar hoje. Não sei exatamente o que estou fazendo. Mas continuo fazendo.

Nem sei se deveria escrever isso ou não, mas na dúvida eu escrevo. E o problema não é meu. É de quem me lê. Afinal de contas eu não tenho compromisso nenhum com esse blog. Só sou dono dele, apenas isso, aplico aqui a minha propriedade. E só.

Outro dia uma amiga que faz um projeto comigo me perguntou qual era o meu blog, para ela publicar no nosso projeto. Achei isso muito estranho, porque meu blog é meu espaço pessoal, embora seja aberto a qualquer um, é pessoal e íntimo. Embora tampouco seja tão íntimo assim, eu quero pra ele a liberdade de continuar colocando o que eu quero. Não é o meu site, ou as notícias que acontecem acerca da minha própria pessoa. Não. Não é um espaço para eu falar de mim mesmo, de meus projetos e me divulgar. Não. O que eu falo de mim aqui não é para as pessoas lerem, embora eu saiba que algumas pessoas acabam lendo, o que eu falo de mim aqui, só falo porque sou egocêntrico demais para falar apenas de outras coisas além de mim mesmo.

Meu egocentrismo não me permite falar apenas de outras coisas senão de mim mesmo. Enfim, esse é o meu espaço e falarei o que quiser. Mesmo se não tiver nada para dizer e ficar apenas dando voltas sobre este assunto: não ter nada a dizer. Já é alguma coisa.

O blog de um amigo, que venho acompanhando há alguns meses, está, ultimamente, nesta fase, de dizer que quer dizer alguma coisa, de escrever que gostaria de escrever mais, de adiar para o dia seguinte a dívida de colocar alguma coisa interessante para as pessoas lerem.

É um dizer que vai e prometer para si mesmo com os leitores de testemunhas sempre adiando-se a si mesmo. Recentemente ele escreveu dia após dia que ia escrever todos os dias durante um tempo, qualquer coisa que fosse. Prometia escrever e produzir mais, que não deixaria seus leitores na mão, sem seus textos. Escreveu isso por uns 5 dias seguidos. Mas nesses dias todos ele não escreveu nada que não fosse apenas um pedido de desculpas e uma lamentação por não ter nada a escrever.

Escrevesse sobre política.

Eu antes escrevia poesia. Postei vários poemas neste mesmo blog, alguns meio juvenis, ingênuos, exagerados, ultra-românticos e adolescentes. Outros um pouco mais vicerais, bêbados, cansados e ultrajantes. Mas nada que me deixasse emocionado, ou deslumbrado. Nunca mais escrevi poesia.

Já escrevi sobre sexo. Já escrevi sobre desilusão. Sobre mentiras. Sobre drogas. Sobre absurdos. Mas não neste blog. Este é meu blog público, apesar de ser o meu espaço soberano, onde, teoricamente, posso escrever o que quiser, algumas coisas são melhores ditas se não forem escritas aqui, se não forem públicas. Muitas portas podem se fechar se tudo for dito. A verdade carrega consigo grandes consequências.

Diante disto eu posso concluir que este espaço não é meu. Mas é um espaço para dizer amenidades. Para publicar futilidades e pensamentos superficiais. Porque as profundezas são demasiadamente lodosas para virem à tona publicamente.

É melhor o não dito que o escancarado desperdício de dizer o que ninguém quer ouvir. É melhor apenas a promessa de dizer algo, a promessa de algum dia contribuir com uma bela narrativa para deleite alheio. Que escancarar as escaras na cara de quem não quer saber a verdade.

É melhor esse adiamento de possibilidades. Essa insistência em não ser. Essa insistência em não dizer.

Tudo o que eu queria hoje era estar na praia, na beira do mar. Com ela.
E não apenas estar lá, mas saber que posso estar lá sempre que quiser. E tomar uma água de coco, tomar um banho de mar. Sentir a força intangível das ondas, que passam por mim sem que eu saiba exatamente o seu tamanho e as suas consequências.

Quero saber tudo. Sempre quis. É um impulso, uma vontade que não consigo evitar. Mas é melhor que eu não saiba algumas coisas.

Existem sentimentos que eu quero que morram dentro de mim. Sentimentos que me cansam. Que me deixam exausto. Que me desgastam e não têm solução nenhuma.

Escutei coisas que não devia ter escutado. Foram me ditas palavras que nunca quis ter escutado, que não gostei de ouvir, e que me machucaram profundamente.

Agora eu sou um homem de coração partido e que mede as palavras.

Enfim hoje é domingo. E a ampulheta do dia está escorrendo. Se eu não correr não terei meu almoço. Não terei minha praia. Não terei o meu descanso que tanto preciso.

Melhor não ficar me justificando a ninguém aqui, e deixar de perder o meu tempo e ir fazer o que preciso fazer. Descansar meu coração.

domingo, dezembro 05, 2010

Escrevendo...

Ok, vou escrever um pouco, mas não aqui. Esse blog já está um pouco abandonado mesmo.

Devia terminar de editar o que tenho aqui pra editar, mas confesso que não estou com nenhuma paciência pra isso. Eu não sou editor e quero continuar não sendo.

quarta-feira, novembro 24, 2010

Logo logo passa

Se deixar assim, sem pensar nem chamar, logo logo passa. Vai mudar e partir esse rio que desagua aqui e agora, vai secar, vai mudar de caminho.

segunda-feira, novembro 22, 2010

vendaval

Esses dias em que nossos pensamentos voam por tantos lados, imaginando essas montanhas de sentimentos e vontades, e tudo completamente desorganizado, perdido no meio de um momento da sua vida, no meio de um caos de acontecimentos e pessoas, esses dias são difíceis.

Ai se tudo acontecesse quando a gente quer, e se a gente estivesse pronto pra o que estivesse acontecendo na hora que acontesse. Mas tem esse kairós, essa falta de kairós.

Ah se fosse assim, ou se fosse assado... mas se não fosse assim seria melhor? Ou será que o melhor é o que está sendo, ou será que seria assim o que não foi?

O jeito é fechar os olhos por um tempo e seguir com o que tem que seguir. Tocar pra frente o que tem que tocar. Não adianta ficar pensando muito, perguntando muito. Esperando tanto.

E tem coisas que a gente tem que deixar morrer mesmo. Por mais dor que isso possa causar. E como dói.

Eu já devia estar dormindo há pelo menos duas horas, mas um vendaval de pensamentos assola minha cabeça. Eu estou perdido em pensamentos.
Deitar na cama e dormir agora vai ser um ato de coragem, porque dormir para acordar e enfrentar o que está por vir amanhã e todos esses próximos 10 dias que se seguem vai ser uma aventura.

Vou dormir.

sábado, novembro 06, 2010

Balanço do ano

Ainda não está na hora do clássico "balanço do ano", mas já to pensando em como vai ficar. Esse ano foi o mais intenso profissionalmente da minha vida, começou no dia 1 de janeiro, rodando um curta com fimagem noturna no sítio. No dia 2 rodamos outro curta, um que foi premiado no Festival Internacional de Curtas de São Paulo. Ou seja, o ano começou com a corda toda, e foi assim durante todo o ano. Foram vários curtas (com minha participação, ao todo, foram 11... nossa!).

Muita coisa mudou, muito mais do que eu esperava, muita coisa pra melhor, alguma pra pior, ou diferente, não sei, estou solteiro agora, depois de um tempo namorando. E está sendo bem intenso isso, morando sozinho, me entregando ao trabalho e à reflexão... e outras coisas também.

Não sei ainda o que esperar do ano de 2011. Só sei que vai ser bem legal, certamente. Talvez eu passe a dividir o meu apartamento com alguém. Morar sozinho, às vezes, é muito solitário (e caro). Tem suas vantagens, claro, mas eu ando meio cansado de estar sempre sozinho neste apartamento vazio e grande. Vou pensar nisso.

Vou pensar agora também no meu filme de natal, que será uma experiência muito interessante. Vou ver se convenço meu irmão a fazer um plano pra mim na festa de natal na casa do meu pai (porque eu vou fazer outros).

Que venha 2011, ainda falta 2 meses e muita enxurrada vai passar, mas muita mesmo, mas já estamos quase lá. Eu sei que essa semana entro em mais um processo intenso de trabalho e minha próxima folga deve ser no natal. O jeito é olhar pra frente e seguir com força nas tarefas, sem desanimar, porque vem coisa boa.