Essa noite sonhei com pilhas recarregáveis e sinuca.
Meus antepassados se juntaram ao redor da mesa.
segunda-feira, março 26, 2007
quarta-feira, março 14, 2007
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Leve
Tanto peso já subiu em minhas costas, e aquelas asas que não aguentavam.
Tanta responsabilidade e o mundo.
Tanto de tudo.
E esses caminhos, esse mundo tão veredas,
E é preciso por os pés no chão pra sentir a terra.
E é preciso sentir a terra pra sentir a vida.
Choveu, molhou e a lama,
Onde você desliza é a terra.
E esse tempo todo que você espera
Você espera e chove;
E quando chove molha;
Mas você é a prova d'água.
Tanta responsabilidade e o mundo.
Tanto de tudo.
E esses caminhos, esse mundo tão veredas,
E é preciso por os pés no chão pra sentir a terra.
E é preciso sentir a terra pra sentir a vida.
Choveu, molhou e a lama,
Onde você desliza é a terra.
E esse tempo todo que você espera
Você espera e chove;
E quando chove molha;
Mas você é a prova d'água.
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Contraponto
Está se sentindo melhor agora?
Estas luzes todas despertando seu amanhecer, estes sons destes carros que passam tão rápido ao lado de sua cabeça neste intervalo tão pequeno de tempo, tanta coisa e tanto peso passando desatento e desatinando seus pensamentos tanto até que estes se parem.
Como quando você tem aquela vontade de pegar todos aqueles papéis acumulados por duas dezenas de anos sentado escrevendo. Aquele monte de cadernetas, cadernos, livros, agendas e folhas soltas recheados de palavras. Tudo aquilo escrito nestas duas dezenas e você não tem coragem de queimar tudo numa fogueira no centro de seu quarto. Que é onde você deita e dorme todas as noites quando não está viajando em algum lugar distante dentro deste continente no sul.
Quando você não está em casa, e todos esses papéis dentro de caixas e mais caixas, junto com seus mapas, e as fotos, todas misturadas entre elas mesmas. E um dia você não acha justamente aquela foto. Aquela que você queria.
E todos aqueles livros empilhados que você já leu mas que não quer se desfazer, porque volta e meia você esquece alguma coisa e recorre a eles pra lembrar, mas quando lembra já não lembra mais por que queria lembrar e acaba esquecendo de terminar o que começou quando procurou o livro no meio de todos os livros empilhados que você já leu e não quer se desfazer.
E finalmente deita sua cabeça no travesseiro, esquece todas as coisas que te circundam. Tenta não escutar o ruído constante que vem da avenida. E quando esse ruído começa a desaparecer você entra dentro do seu subconsciente pra dar aquela esticada na cabeça, descansar um pouco pra depois ter que lembrar de enfrentar todas aquelas milhares de folhas recheadas de palavras por todos os cantos forrando as paredes.
Estas luzes todas despertando seu amanhecer, estes sons destes carros que passam tão rápido ao lado de sua cabeça neste intervalo tão pequeno de tempo, tanta coisa e tanto peso passando desatento e desatinando seus pensamentos tanto até que estes se parem.
Como quando você tem aquela vontade de pegar todos aqueles papéis acumulados por duas dezenas de anos sentado escrevendo. Aquele monte de cadernetas, cadernos, livros, agendas e folhas soltas recheados de palavras. Tudo aquilo escrito nestas duas dezenas e você não tem coragem de queimar tudo numa fogueira no centro de seu quarto. Que é onde você deita e dorme todas as noites quando não está viajando em algum lugar distante dentro deste continente no sul.
Quando você não está em casa, e todos esses papéis dentro de caixas e mais caixas, junto com seus mapas, e as fotos, todas misturadas entre elas mesmas. E um dia você não acha justamente aquela foto. Aquela que você queria.
E todos aqueles livros empilhados que você já leu mas que não quer se desfazer, porque volta e meia você esquece alguma coisa e recorre a eles pra lembrar, mas quando lembra já não lembra mais por que queria lembrar e acaba esquecendo de terminar o que começou quando procurou o livro no meio de todos os livros empilhados que você já leu e não quer se desfazer.
E finalmente deita sua cabeça no travesseiro, esquece todas as coisas que te circundam. Tenta não escutar o ruído constante que vem da avenida. E quando esse ruído começa a desaparecer você entra dentro do seu subconsciente pra dar aquela esticada na cabeça, descansar um pouco pra depois ter que lembrar de enfrentar todas aquelas milhares de folhas recheadas de palavras por todos os cantos forrando as paredes.
terça-feira, janeiro 16, 2007
segunda-feira, janeiro 15, 2007
I think I'm gonna' be sad,
Essas coincidências,
Essas ironias da vida
Sem preparo vão acontecendo enquanto você pensa no que vai fazer,
E já está sendo feito.
Já é um fato.
Essas ironias da vida
Sem preparo vão acontecendo enquanto você pensa no que vai fazer,
E já está sendo feito.
Já é um fato.
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Sem novidades
Não tenho novidades
Só saudades.
E esse dia que começa,
Mais uma vez.
Pra depois começar de novo,
Sem novidade, só saudade.
E pra onde vai tudo isso?
Pra onde vou com você?
Só saudades.
E esse dia que começa,
Mais uma vez.
Pra depois começar de novo,
Sem novidade, só saudade.
E pra onde vai tudo isso?
Pra onde vou com você?
sexta-feira, novembro 17, 2006
quarta-feira, novembro 08, 2006
Chegou uma ordem em que a vida é um tempo...
E esse tempo que tenta escapar
Pelas frestas dos dedos
Pelas entrelinhas
Pelas palavras omitidas
Alegria de mentira.
Que venha o verào...
E esse verso de pedra
Que escrevo agora
Só descrevo a aurora
O fim destas horas.
Aurora desses dias que não passam mais.
Pelas frestas dos dedos
Pelas entrelinhas
Pelas palavras omitidas
Alegria de mentira.
Que venha o verào...
E esse verso de pedra
Que escrevo agora
Só descrevo a aurora
O fim destas horas.
Aurora desses dias que não passam mais.
quarta-feira, novembro 01, 2006
quarta-feira, outubro 18, 2006
Nunca
Te vi chorar desconsoladamente,
Demoradamente, uma noite sem parar,
No dia em que eu parti
Voltei pra minha terra
De onde não voltei mais.
Chorava como se fosse aquela a última vez,
Que me via sobre este mundo,
Que me tocava pra nunca mais,
Chorava
E nunca, nunca mais.
Demoradamente, uma noite sem parar,
No dia em que eu parti
Voltei pra minha terra
De onde não voltei mais.
Chorava como se fosse aquela a última vez,
Que me via sobre este mundo,
Que me tocava pra nunca mais,
Chorava
E nunca, nunca mais.
domingo, outubro 15, 2006
Hoje é ontem, é amanhã.
Há alguma coisa mudando?
Está mudando pra melhor?
E esse sabor amargo na boca...
Esse desapontamento?
E isso que te desagrada?
Esse gosto amargo na boca.
Esse céu cinza amanhecendo,
Manhã, que vai ser a mesma amanhã,
E esse hoje que agora é ontem,
Hoje que está nascendo, e que está passando,
Hoje é ontem, hoje é amanhã.
Hoje foi, hoje vai ser.
Que seja. Dá no mesmo.
Está mudando pra melhor?
E esse sabor amargo na boca...
Esse desapontamento?
E isso que te desagrada?
Esse gosto amargo na boca.
Esse céu cinza amanhecendo,
Manhã, que vai ser a mesma amanhã,
E esse hoje que agora é ontem,
Hoje que está nascendo, e que está passando,
Hoje é ontem, hoje é amanhã.
Hoje foi, hoje vai ser.
Que seja. Dá no mesmo.
quinta-feira, outubro 12, 2006
Voa
Então voa,
Pegue o céu todo pra você,
Vá pra longe, pra outro continente,
Sem contingente.
Porque eu vim aqui sem nada,
Volto sem nada,
Não vim pra levar nada,
E o passarinho voa,
E vai tomar os céus
Que pertencem a ele e a ninguém.
Então voa,
Toque o fim do céu,
E depois desapareça,
Como deveria ser se fosse simples asssim.
Pegue o céu todo pra você,
Vá pra longe, pra outro continente,
Sem contingente.
Porque eu vim aqui sem nada,
Volto sem nada,
Não vim pra levar nada,
E o passarinho voa,
E vai tomar os céus
Que pertencem a ele e a ninguém.
Então voa,
Toque o fim do céu,
E depois desapareça,
Como deveria ser se fosse simples asssim.
segunda-feira, setembro 18, 2006
quinta-feira, setembro 14, 2006
Your move, shadow.
Que vontade irresistível,
Incrível,
De me atirar da sacada do meu quarto.
Aquela vontade que não passa tão fácil.
Antes fosse fácil falar tchau pra você,
Assim como é fácil terminar qualquer coisa.
Antes fosse fácil desistir de desistir,
Mas não quando se desiste nunca.
Desisto.
Ainda bem.
Desistindo não me atiro.
Melhor assim.
Leve adiante pra mim,
Tudo aquilo assim.
Basta.
Bastam palavras.
Twice.
Once.
Lots of times,
Your move!
Shadow.
Incrível,
De me atirar da sacada do meu quarto.
Aquela vontade que não passa tão fácil.
Antes fosse fácil falar tchau pra você,
Assim como é fácil terminar qualquer coisa.
Antes fosse fácil desistir de desistir,
Mas não quando se desiste nunca.
Desisto.
Ainda bem.
Desistindo não me atiro.
Melhor assim.
Leve adiante pra mim,
Tudo aquilo assim.
Basta.
Bastam palavras.
Twice.
Once.
Lots of times,
Your move!
Shadow.
terça-feira, agosto 29, 2006
Aflição egocêntrica
Ah que me enoja meu lirismo mal destilado,
Palavras mal colocadas,
Sentenças mal acabadas...
Esse cheiro de lavanda misturado com desodorante,
Esse gosto de laxante com chocolate,
Minhas unhas curtas arranhando a pedra.
Palavras mal colocadas,
Sentenças mal acabadas...
Esse cheiro de lavanda misturado com desodorante,
Esse gosto de laxante com chocolate,
Minhas unhas curtas arranhando a pedra.
quinta-feira, agosto 10, 2006
Passaporte infinito
Não se sabe o que sinto,
Tão sucinto o exagero,
Tão enfermo este termo,
Ermo.
Antes fuíste lo que sientes,
Siempre intente lo que ..
Ya no sé el español.
No lo creo, ni lo penso.
Adelante del río siempre llevan los hombres,
Cuando sale el
Tão sucinto o exagero,
Tão enfermo este termo,
Ermo.
Antes fuíste lo que sientes,
Siempre intente lo que ..
Ya no sé el español.
No lo creo, ni lo penso.
Adelante del río siempre llevan los hombres,
Cuando sale el
quarta-feira, julho 05, 2006
Sintaxe dissonante.
Estive cansado destes pesadelos,
Essas canções tristes,
Que não param de tocar,
E que tocam,
E sua voz distante, que já não ouço,
Que já não sei,
Que já nem lembro,
Porque já se foi há tempos
E tempos inteiros cobriram o passado,
Montanha de momentos tornando-se esquecimentos,
Debaixo destes cimentos.
Estive cansado de não saber,
Esse tempo todo,
Essa vida toda,
E cansado de saudade,
E cansado de sentir falta de tudo, de nada.
Essas canções tristes,
Que não param de tocar,
E que tocam,
E sua voz distante, que já não ouço,
Que já não sei,
Que já nem lembro,
Porque já se foi há tempos
E tempos inteiros cobriram o passado,
Montanha de momentos tornando-se esquecimentos,
Debaixo destes cimentos.
Estive cansado de não saber,
Esse tempo todo,
Essa vida toda,
E cansado de saudade,
E cansado de sentir falta de tudo, de nada.
domingo, junho 04, 2006
Para doer
É preciso mais que amor.
Vontade de sentir o sabor,
De te doer,
Como me doeu,
Quando me feriste,
Tanta dor que existe.
Mas você insiste em não sentir dor.
Vontade de sentir o sabor,
De te doer,
Como me doeu,
Quando me feriste,
Tanta dor que existe.
Mas você insiste em não sentir dor.
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